Palavra de honra que há dias em que me apetece abandonar o mundo encantado dos executivos, fechar as portas a este escritório que sabe tudo sobre mim, vender o carro de serviço... e investir todo o meu dinheiro em material fotográfico e numa Vespa PX 125.
Não fosse eu das pessoas mais determinadas que eu própria conheço, e não soubesse que neste momento a felicidade se resume a isso, apenas por estar cansada... já teria acontecido há muito tempo.
Ainda hoje conto escrever a crónica que explicará este desabafo.
Já foi ontem que ouvi um dos empresários da restauração, presentes e inteiros no parlamento, falar numa homenagem aos grandes homens que querem trabalhar, e não os deixam. Li ainda que pode existir um sist
ema financeiro mundial, em que o dinheiro não seria produzido pelos bancos, ou sequer por referência à dívida, mas livremente pelos estados, na medida do necessário. E constatei, que há malta, com estudos superiores, ballet e desportos de elite, que esgravata todos os dias, para sustentar uma data de gente, mas a si não.
É o que vejo. Nos tempos que correm, se é verdade que subiu o preço de tudo, é verdade também que subiu o preço do trabalho. Eu, e penso que umas poucas multidões também, sinto que pago hoje muito mais para trabalhar, do que paguei outrora. Ao ponto de sustentar e defender a hipótese de que a minha vida seria muito mais fácil e tranquila sem o dispêndio e o desgaste que o trabalho me dá.
Comparo as minhas duas profissões aos meus dois carros.
Um deles foi caro, demorou muito tempo a encontra-lo, a consegui-lo, mas tem a cor que eu gosto. Dá-me prazer conduzi-lo, mas sobretudo, dá-me o conforto e a segurança. E o estatuto (em sentido sociológico). Tem fecho central, consome pouco, e nunca se estragou.
O outro, desde menina que os via passar e os desejava. Sabia que um dia teria um. Foi-me quase oferecido, mas com a sua personalidade determinada, conquistou o seu lugar de tal forma, que já me corrompeu a investir nele dez vezes mais que o seu valor. Ou que a sua rentabilidade. E o único retorno que me trouxe, foi o inegável privilégio de o conduzir. A realização que só conseguimos quando nos sentimos livres.
Se tivesse que escolher entre um deles? Não ponho em hipótese escolher o que quer que seja.
O que não tem solução, não é um problema. Os problemas grandes, ficam pequenos, e desaparecem.
Não vale a pena desistir, a modos de “eu, este ano, não vou trabalhar, porque a minha condição económica não me permite”.
Acredito que uma forte determinação nos leva ao caminho que escolhemos. Acredito que, nestes momentos em que a desmotivação assola na sombra, as nossas sombras, pode parecer mais importante o consumo, e a segurança, do que o prazer de conduzir…mas,
Palavra de honra que há dias em que me apetece abandonar o mundo encantado dos executivos, fechar as portas a este escritório que sabe tudo sobre mim, vender o carro de serviço... e investir todo o meu dinheiro em material fotográfico e numa Vespa PX 125.
JD
É o que vejo. Nos tempos que correm, se é verdade que subiu o preço de tudo, é verdade também que subiu o preço do trabalho. Eu, e penso que umas poucas multidões também, sinto que pago hoje muito mais para trabalhar, do que paguei outrora. Ao ponto de sustentar e defender a hipótese de que a minha vida seria muito mais fácil e tranquila sem o dispêndio e o desgaste que o trabalho me dá.
Comparo as minhas duas profissões aos meus dois carros.
Um deles foi caro, demorou muito tempo a encontra-lo, a consegui-lo, mas tem a cor que eu gosto. Dá-me prazer conduzi-lo, mas sobretudo, dá-me o conforto e a segurança. E o estatuto (em sentido sociológico). Tem fecho central, consome pouco, e nunca se estragou.
O outro, desde menina que os via passar e os desejava. Sabia que um dia teria um. Foi-me quase oferecido, mas com a sua personalidade determinada, conquistou o seu lugar de tal forma, que já me corrompeu a investir nele dez vezes mais que o seu valor. Ou que a sua rentabilidade. E o único retorno que me trouxe, foi o inegável privilégio de o conduzir. A realização que só conseguimos quando nos sentimos livres.
Se tivesse que escolher entre um deles? Não ponho em hipótese escolher o que quer que seja.
O que não tem solução, não é um problema. Os problemas grandes, ficam pequenos, e desaparecem.
Não vale a pena desistir, a modos de “eu, este ano, não vou trabalhar, porque a minha condição económica não me permite”.
Acredito que uma forte determinação nos leva ao caminho que escolhemos. Acredito que, nestes momentos em que a desmotivação assola na sombra, as nossas sombras, pode parecer mais importante o consumo, e a segurança, do que o prazer de conduzir…mas,
Palavra de honra que há dias em que me apetece abandonar o mundo encantado dos executivos, fechar as portas a este escritório que sabe tudo sobre mim, vender o carro de serviço... e investir todo o meu dinheiro em material fotográfico e numa Vespa PX 125.
JD