2013 é o primeiro ano, desde 1987, que tem os 4 dígitos diferentes.
É o primeiro ano em que não sinto qualquer ansiedade na mudança. Eu já vi décadas, séculos e milénios. Vivemos todos. Plural. Eu vi dois papas e vários fins do mundo. A minha geração teve todos os privilégios. Nascemos na liberdade e na democracia, e não soubemos o que é a fome. Não agradecemos nada.
Somos exímios na arte de não sair da cepa torta, que até está na moda... Mas vejamos,
Aos 18 eu pensava que aos 23 estaria rica e que a vida seria fácil. Aos 23 pensava que o que custa são os primeiros 5 anos, e que o resto seria fácil. 7 anos depois penso que depois de passar a tempestade, será tudo mais fácil.
E se olhar o passado, vejo que estou bem diferente, conformei-me com a mudança e a inadaptação, por mais paradoxal que isto possa parecer.
Percebo que se fazemos em grande escala, erramos em grande escala, pois um 0 e um 1 têm significados diferentes.
Disse-me uma vez um amigo que na vida, tudo é física e matemática.
O 0 e o 1 são para me centrar no que faço, pois isso será o que daqui a outros 5 anos me dirá quem sou eu. 23 é o meu número da sorte.
Ninguém disse que era fácil, mas este ano, sempre temos 4 dígitos diferentes.
Será em si um bom presságio? Se não for, vamos andando.
JDuraes, à tecla livre, 2013.
Sem comentários:
Enviar um comentário