quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Lei de Lavoisier



Começar o dia em boa companhia, mesmo que seja de noite. Andar de sandálias em Janeiro, acordar as 11:11 e pedir um desejo. Vivo do agora. 

Ver depois do que vai, aquilo que fica. Fica sempre algo. Do que começamos, o que podemos ainda fazer. Podemos sempre mais. Tudo o que existe já estava a nossa volta, seja o troco do pão, seja o raspanete da mãe, seja eu pensar numa cor quenão existe. Nada se cria. Do barco que vi passar ficou a brisa, ficou a memória. Do lume que acendi, ficou a brasa, cinza, carbono, grafite ou diamante. Nada se perde. Do brilho que vi no gelo há muitos anos, ficou a àgua, que cai quando é inverno, todos os anos. Dizem os cientistas que o tempo é curvo, e se o tempo é curvo, não há nada que seja recto, direito, normativo, normal. Tudo se transforma.
Neste mar de letras sem sentido aparente, mas com um sentido que paira á minha volta nos vestígios das pessoas que me inspiram, penso que se Lavoisier se tivesse dedicado às ciências sociais, teria tido bem mais sucesso.
JDuraes, à tecla livre, 2013.01.14

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