quinta-feira, 9 de maio de 2013

# 8 ou 80 - versão final



Nada desaparece por acaso. Absorvida pela paz da possibilidade iminente de ter 3 dias calmos, um julgamento não muito complexo e, finalmente, as desejadas "ferias", leia-se dias sem prazos, em que vou trabalhar intermitentemente, convencendo-me de que o meu cérebro vai poder folgar da gélida tensão muscular, gerada pela pressão do mês a mês. Alias, o meu cérebro parece uma sala de frio. Pressao atmosférica irregular. Ou entras e sais rapidamente e com competência. Com organização e rigor para nao tocar em nada que nao seja o que precisas. Ou corres o risco de ficar fechado lá dentro. Whatever.
Foram 2 dias de caos instalado e ainda suspeito que haverá um terceiro apocalipse antes do fim de semana, também esse preenchido, como um dia "útil". Para mim, todos os dias são úteis, no matter what.
A verdade é que na minha vida nunca nada foi constante. Eu própria procurei e persigo essa inconstância. Tudo segue. É uma questão de tempo. Todos vão embora. É uma questão de tempo.
No trabalho percorri o caminho da incerteza, que me agrada, da roleta russa, que me motiva, do 8 ou 80, que vejo como saltar o muro do garantido-nada-de-especial.
Intriga-me e apaixona-me o que nao me é dado a conhecer.
Adoro e tenho presente que "marés de sorte" são apenas reconhecimento do meu esforço, ou pelo menos de uma perrilhice desmesurada, que me trouxe, pelo menos, até aqui. E hoje estou muito feliz. Não minto.
Estou no top outra vez, mas é por pouco.
Racionalmente, a diferença entre 8 e 80, é nula. É apenas um zero.
É só dar-me tempo.

Jurares, à tecla livre, 2013.03.20.

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