quinta-feira, 9 de maio de 2013
# Sábado à noite, o problema e o Atlântico
Hoje, e não antes nem depois, mas a meio da boémia de sábado à noite, que no caso, começou mais cedo que o normal e, não obstante a excelente companhia, termina também mais cedo que o normal, surgem-nos aqui uns pensamentos aleatórios, que convém afinar, com medo que a alma não descanse. Ou não adormeça. Ou permaneça logicamente, descoordenada.
Muitas vezes pensamos sobre a chave do sucesso. Esta crónica, que diz que é à tecla livre, e é mesmo, não é mais que um desabafo fundamentado sobre motivação, coragem, esgravatar e, sem excepção, é inspirada por diálogos e pessoas reais, que sabem o que disseram, e não se responsabilizam por nada que possamos escrever com base nisso. Assim foi hoje também.
Damos por nós aqui a pensar que há muitas chaves para o sucesso. Mas existe uma chave mestra. Consiste unicamente em não fazer nada estúpido.
Ou seja: problema.
O José e a Maria arrufaram-se de tal forma que o José disse o que nao devia, a Maria reagiu, disse o que ninguém devia. Dispararam-se um para cada lado, e eis que o José, antes mesmo de se deitar, blasfemando da sua sorte, como da vida, remove a Maria da sua rede social, não sem antes benzer com desabafos de delicadeza negativa, contra e a respeito do objecto da sua fúria, o seu espaço público na rede. E o nome da Maria em todos eles. Aparentemente, Maria removida. Nota mental. Ora, coisa simples, a prima ainda estava acordada, e não havia sido removida.
Todos percebemos o fim desta história, o problema, o something stupid, e o porquê que aquilo que seria uma história de amor imperfeita e saudável, nunca o chegou a ser.
Não, não foi a prima. Foi a retaliação provocada pelos actos praticados À MARGEM do problema. O arrufo passava. A frase deveria ter terminado em "dispararam-se um para cada lado". Tudo o resto, e não releva a história fictícia, ou a quantidade de coisas estúpidas que um ser humano pode fazer, era desnecessário e controlável.
Novamente: problema.
Sugerimos DELIMITAR o problema, traçar um circulo de giz imaginário à volta do problema se necessário, e avaliar as consequências possíveis do problema em si, sem ninguém lhe tocar.
Depois agir preferencialmente só dentro desse circulo, e com giz de outra cor, sem riscar sobre o branco, não vá, ainda assim, o dito conseguir expandir-se. Convém ter atenção ao ESTADO do problema, sendo a volatilidade e a ebulição, conceitos importantes a ter em conta. Se o problema não apresentar alterações significativas de forma em 24 horas, o procedimento recomendado será observar novamente o interior do círculo. Por precaução.
Normalmente sabemos quando estamos prestes a fazer esse qualquer coisa. E vale-nos a determinação, se tudo o resto falhar, ou estiver em zero absoluto..
Agora sim, com a alma mais liberta para o habitual delírio de querer mais amanhã, sem querer fazer nada estúpido, premeditamos mudar-nos para os terraços do Atlântico, sem garantir no entanto que seja hoje, entretanto, algum dia, ou sequer, que seja deste lado do Atlântico...
JDuraes á tecla livre, 2013.05.05
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