Dia 07-07 foi a última vez que estivemos juntos. Tivemos um dia feliz, sentimo-nos um ao outro, sentimos que ficávamos por ali, mas não o que nos unia. Tivemos uma noite calma, despedimo-nos sem drama, e ainda o ouvi durante a noite. A uma semana de ter perdido o amor da minha vida, ainda me persegue toda uma década de cumplicidade e companheirismo, que pensei irem embora com um simples voltar de costas. Mas não aconteceu. Não vai acontecer.
Chego á conclusão que o que dói não é o amor, mas a memória. Não é o sentimento, mas a história. O pensarmos na parte positiva do que fomos um para o outro, no que demos de nós, e no que recebemos de volta. No conforto de estarmos juntos em silêncio.
Trai-nos a memória, porque devíamos pensar apenas nas vezes em que faltou água destilada no electrólito, nas vezes em que a direcção era pesada e naquelas em que não conseguíamos abrir o vidro e respirar. O problema é que ainda que a mecânica pudesse falhar, química houve sempre.
Chego á conclusão que o que dói não é o amor, mas a memória. Não é o sentimento, mas a história. O pensarmos na parte positiva do que fomos um para o outro, no que demos de nós, e no que recebemos de volta. No conforto de estarmos juntos em silêncio.
Trai-nos a memória, porque devíamos pensar apenas nas vezes em que faltou água destilada no electrólito, nas vezes em que a direcção era pesada e naquelas em que não conseguíamos abrir o vidro e respirar. O problema é que ainda que a mecânica pudesse falhar, química houve sempre.
E é isso que nos prende, e nos arrasta a memória.
É isso que não nos deixa largar o que já não volta.
A memória é nossa.
Desculpa, mas não te vou largar. Não te consigo esquecer.
É isso que não nos deixa largar o que já não volta.
A memória é nossa.
Desculpa, mas não te vou largar. Não te consigo esquecer.
JDurães à tecla livre, 2014.07.14
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