A cepa, torta em jeito de substantivo, mais que de adjectivo, será talvez o arbusto mais desinteressante, feio e desconhecido, em que se possa pensar. Por ser pequeno, por ser rugoso, por ter o tronco deformado, nos padrões "gestálticos" da boa forma, e por quase não mudar de configuração ao longo da vida, não atrai simpatias, ou antipatias. Não chega a relevar se é útil. Ninguém a quer, ninguém a ama, ninguém pensa nela.
Ficou-nos da mitologia o sentido de transpor as suas características para as pessoas, em jeito de não passas da cepa torta, sem muitas vezes pensar o peso das palavras, o seu sentido, e o seu alcance.
Importuna-se este povo por tudo, mas não se pugna por nada. Nesta medida o português é uma coisa jeitosinha de se ter por perto, pois possui a habilidade incomum de se conformar com tudo, de ostentar golpes de estado como revoluções, e de se alienar ao mínimo sinal de problemático, como se já nem valesse a pena correr atrás do americano, porque já arrancou há segundos.
Ajudo, mas hoje não, que estou cansado, revoltava-me, não fossem estas horas e estivéssemos noutro lado, sou sempre o maior, até ver algo mais importante. Eu até ia lá, mas não me quero chatear.
Se um em cada mil saltar o muro, eu quero ser esse. Se um em cada cem chorar, eu posso ser esse. Quero plagiar. O exemplo bom. Quero destruir. Os meus preconceitos. Quero parasitar. A determinação e a coragem de quem quer chegar mais além. Não seguimos sempre acompanhados mas também nunca sozinhos. A forma é constatável, o feitio, molda-se.
Raios se um dia não acordamos de manhã, e estamos iguais, em carácter e objectivos, em responsabilidade e medidas, peso volume e quantidade, à última vez que reparamos em nós. Nem uma imagem de nós nos faria lembrar, ou, por muito realista, tirar-nos a sombra de quem são estes. Nesse dia podem comparar-nos, nesse dia podem dizer-nos, que não passaremos da cepa torta.
Até lá, é trabalhar com o que se tem, haja naus, haja paus com bicos, haja visão e vontade, haja o melhor de nós em tudo que fazemos.
E nada será como ontem.
Ficou-nos da mitologia o sentido de transpor as suas características para as pessoas, em jeito de não passas da cepa torta, sem muitas vezes pensar o peso das palavras, o seu sentido, e o seu alcance.
Importuna-se este povo por tudo, mas não se pugna por nada. Nesta medida o português é uma coisa jeitosinha de se ter por perto, pois possui a habilidade incomum de se conformar com tudo, de ostentar golpes de estado como revoluções, e de se alienar ao mínimo sinal de problemático, como se já nem valesse a pena correr atrás do americano, porque já arrancou há segundos.
Ajudo, mas hoje não, que estou cansado, revoltava-me, não fossem estas horas e estivéssemos noutro lado, sou sempre o maior, até ver algo mais importante. Eu até ia lá, mas não me quero chatear.
Se um em cada mil saltar o muro, eu quero ser esse. Se um em cada cem chorar, eu posso ser esse. Quero plagiar. O exemplo bom. Quero destruir. Os meus preconceitos. Quero parasitar. A determinação e a coragem de quem quer chegar mais além. Não seguimos sempre acompanhados mas também nunca sozinhos. A forma é constatável, o feitio, molda-se.
Raios se um dia não acordamos de manhã, e estamos iguais, em carácter e objectivos, em responsabilidade e medidas, peso volume e quantidade, à última vez que reparamos em nós. Nem uma imagem de nós nos faria lembrar, ou, por muito realista, tirar-nos a sombra de quem são estes. Nesse dia podem comparar-nos, nesse dia podem dizer-nos, que não passaremos da cepa torta.
Até lá, é trabalhar com o que se tem, haja naus, haja paus com bicos, haja visão e vontade, haja o melhor de nós em tudo que fazemos.
E nada será como ontem.
Jduraes à tecla livre, 2014.10.03.
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