quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lembrei-me foi do nome



Tenho escrito linhas a fio sobre pessoas que me inspiram, sem que ninguém dê por ela. Tenho escrito malhas do dia a dia, do futuro, e de um presente, que não existe ainda. Tenho aceitado o futuro como um desafio, ganho todos os dias do meu passado. Sem que ninguém dê por ela.
Sempre que penso no tempo, e tenho medo, penso que o tempo passa na mesma. Ou passamos por ele.
Passamos pelo tempo, como pelas placas da auto-estrada. Na nossa rude percepção, elas vêm em sentido contràrio. Movem-se tão rápido quanto nos movemos, mas em sentido contràrio. Quanto maior a velocidade, menor a visão que temos delas. Quanto menos as vemos, menos controlamos os destinos, mais nos controla o infinito.
Quanto mais nos controla o infinito, mais livres nos sentimos, mais adrenalina, conquista, paixão... Mais depressa as placas correm em sentido contràrio.
Lembrei-me foi do nome, mas ainda sinto.
Sem que ninguém dê por ela, as placas, vejo-as em sentido contràrio. Mas ignora-nos o infinito.

Jduraes, à tecla livre, 2013.03.08.

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